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Nasceu em Guimarães, 1939
Desde 1995 reparte a sua vida entre Lisboa e Paris.

1967 Parte para Angola, onde vive até 1974. Estuda etnografia africana para melhor aprofundar as características da arte negra. Realiza numerosas viagens pelo interior do país onde contacta com a população autoctone. Inicia um projecto apaixonante: a realização de uma síntese, ou melhor uma osmose entre as culturas africana e europeia no domínio das artes plásticas. Esta tentativa levou-o à criação de um «alfabeto» que embora dotado de uma autonomia semântica, resulta da análise e da interpretação das formas e dos símbolos africanos. A sua pintura torna-se cada vez mais sinalética, codificada e simbólica.

1978 Exposição «Rubens et José de Guimararães», Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.

1984 Exposição Antológica, Palais des Beaux-Arts, Bruxelas.

1989 A partir desta data até ao presente realisa numerosas viagens ao Japão onde desenvolve uma intensa actividade artistica. Exposições individuais têm lugar na Fuji Television Gallery, no Museu Bunkamura, na Fundação Akemi, etc.
Várias obras de arte pública foram inauguradas em Tóquio (Tachikawa, Daikanyama),
Akita, Kyoto, Kashima, Oharu, Miyagi, Nishinomia, Tsumari et Naoshima. Na Cidade de Kushiro desenvolve uma importante intervenção plástica.

1992 Exposições retrospectivas na Fundação Gulbenkian de Lisboa e na Fundação de Serralves do Porto.

1993 Realiza várias viagens ao México onde é particularmente impressionado pela arqueologia, pelas ruínas, pelas artes maia e azeteca, pelas tardições populares (nomeadamente a do
«papel picado») e pela literatura: Juan Rulfo, Soror Mariana de la Cruz, Octavio Paz.

1996 Dois murais em azulejos (As Civilizações e as Culturas) são inaugurados na Estação de Metro de Chabacano, na Cidade do México.

1997 Exposições no Museu de Arte Moderna e Museu Nacional da Estampa da Cidade do México.
Realiza uma importante intervenção plástica na Estação de Metro de Carnide.

1999 Em Macau (China), no Jardim das Artes são inauguradas oito esculturas de grande formato em aço e luz de néon.
A escultura «Lisboa» (26 m de altura) é inaugurada na Praça 25 de Abril em Lisboa.

2000 Exposição da obra gráfica na Biblioteca Nacional. Edição de um catálogo “raisonné” (1962-1998), com estudo crítico de Raquel Henriques da Silva.

2001 Exposições retrospectivas no Museu Würth (Alemanha) e na Cordoaria Nacional organizada pela cidade de Lisboa (catálogo de 475 pages).

2002 Exposição retrospectiva (1961-2001) no Hillside Forum de Daikanyama (Tóquio).
Importante intervenção artística em Berlim, no interior da estação de métro “Deutsche Oper”.

2003 A Fundação Caixanova (Espanha) organiza uma exposição retrospectiva com obras dos últimos trinta anos, em Vigo, Ourense e Pontevedra.
Inauguração na Suiça, em Arlesheim (Basel), do Forum Würth, com uma exposição
retrospectiva, igualmente apresentada no Kultur Forum Würth, em Chur.
Em Tenerife, Canárias, é inaugurada a escultura, «Luta de serpentes».
Participa na exposição «Lisbonne/Lisboa - Un monde fait de tous les mondes»,
no Parc de La Villette, em Paris.

2004 Em Lisboa a Sociedade Nacional de Belas Artes, organiza a exposição «Impérios do Fim».

2005 Para o Pavilhão de Portugal da Exposição Universal de Aichi, no Japão, realiza uma instalação com néons intitulada «Oceanos».
Na Alemanha, para o ministério da cultura de Mainz realiza uma instalação com luz de néon.
Em São Paulo, Brasil, Emanoel Araújo organiza, na Galeria da FIESP a exposição retrospectiva «O Imaginário de José de Guimarães».
Em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, é apresentado o filme «Prova de Contacto» de
João Mário Grilo, sobre a obra do artista.

2006 Em São Paulo, no Museu Afro-Brasil, uma importante exposição é de novo organizada por Emanoel Araujo, com o título «África e Africanias de José de Guimarães».
Em Almada, na Casa da Cerca, a convite do Festival Internacional do Teatro de Almada, apresenta a exposição «Africanias».

2007 Em Valência, Espanha, participa na Bienal São Paulo-Valência.
Em Pequim, China, no Today Art Museum, é apresentada a exposição «China-África-América» (obras dos últimos dez anos).
Em La Rioja, Espanha, no Museu Würth, participa na exposição internacional de escultura «Figura humana e abstracção».
Em Bruxelas, no Parc Européen pour la Sculpture (Parc Tournay-Solvay), é apresentada a exposição «Les Voix Nomades», sobre um poema de Robert Philip Jones.


2008 Em Outubro de 2008 inaugurou no Design Center de Lisboa a exposição Arte Urbana.
Em Lisboa, Portugal, na Galeria Quadrado Azul, apresenta a exposição intitulada Brasil.
Em La Rioja, Espanha, no Museu Wurth, tem lugar uma importante exposição retrospectiva intitulada “José de Guimarães, Mundos Corpo e Alma”.
Em Coimbra apresentou a exposição Vozes Nómadas no Edifício Chiado.

2009 Em Março participa na ART PARIS, no Grand Palais, em Paris com a galeria italiana San Carlo de Milão; em Abril com a mesma galeria expõe na Feira Internacional de Milão – MiART, onde foram mostradas um conjunto de obras recentes da série Brasil, trabalho que tem vindo a desenvolver nestes dois últimos anos.
Em Abril deste ano foi editado um livro sobre a sua vida e obra pelo Today Art Museum de Pequim, integrado na sua colecção internacional de artistas modernos e contemporâneos.
Em Junho apresenta uma exposição individual no Instituto Camões em Luanda, Angola, intitulada José de Guimarães 40 Anos depois. Em finais de Junho inaugura duas esculturas públicas na cidade de Solingen na Alemanha.
Em Julho teve lugar uma exposição intitulada África – Diálogo mestiço no Pátio da Galé, Terreiro do Paço – Lisboa, que reuniu obras da sua colecção de arte tribal em diálogo com as suas pinturas do período Africano e da série Brasil.
Em Setembro inaugurou a exposição África-Brasil na Galeria Winter em Wiesbaden, na Alemanha. Mostra que reuniu obras recentes da série África-Brasil.

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