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Foi em Novembro de 1986 que, no Porto, foi inaugurada a Galeria Quadrado Azul. Com uma exposição a título póstumo dedicada à obra plástica de Augusto Gomes, nasceu aquele que foi um dos primeiros espaços expositivos comercias na cidade. Então situada na Rua de Costa Cabral, a galeria surgiu do interesse do proprietário, Manuel Ulisses, pela arte moderna e contemporânea. Coleccionador de arte desde a década de sessenta, Ulisses encetou o desafio de criar uma galeria de arte também como tentativa de colmatar uma grande deficiência então sentida na cidade do Porto.

Representando sobretudo novos artistas que saíam da Faculdade de Belas Artes do Porto, a Galeria Quadrado Azul realizou, na primeira década de actividade, um vasto número de exposições determinantes no contexto nacional. Foi o caso da mostra dedicada a Antoni Tapiès, realizada em Setembro de 1987, tendo sido a primeira vez que a obra deste artista foi mostrada numa galeria comercial no país. Na mesma altura, a Quadrado Azul mostrou ainda “As dez receitas para a imortalidade”, série de trabalhos marcantes da autoria do surrealista Salvador Dalí.
Álvaro Lapa, Albert Gonzalo, Alberto Carneiro, Ana León, Ângelo de Sousa, Anton Lamazares, Antoni Clavé, Bruno Pacheco, Carlos Velilla, Carlos Vidal, Corneille, Eduardo Arroyo, Eva Lootz, Fernando Lanhas, Fernando Távora, Ignasis Rosés, José de Guimarães, Jorge Queiroz, Leonel Moura, Lindström, Marta Seixas, Miguel Palma, M. P. e M. P. Rosado, Nadir Afonso, Picasso, Robert Schad, Rui Patacho, Rui Sanches, Susana Solano e Viladecans foram alguns dos protagonistas da história da Galeria.

1997 foi o ano em que a Galeria Quadrado Azul se instalou definitivamente na Rua Miguel Bombarda. O alargamento de espaço expositivo da Quadrado Azul prende-se com a necessidade sentida pelo galerista, Manuel Ulisses, em disponibilizar mais espaço por forma a satisfazer as necessidades do vasto número de artistas que representa, entre os quais se encontram André Sousa, Ângelo de Sousa, António Bolota, Artur Barrio, Carlos Amaral, Eduardo Matos, Fernando Lanhas, Fernando Renes, Francisco Tropa, Hugo Canoilas, Isabel Carvalho, João Queiroz, José de Guimarães, Mónica Capucho, Paulo Nozolino, Pedro Amaral, Pedro Tropa, Renato Ferrão, Roberto Schad, Sebastião Resende, Thierry Simões. Esta expansão permitiu também, para além do aumento do número de exposições realizadas ao longo de um ano, fornecer condições de maior liberdade criativa aos seus artistas. A título de exemplo, podemos citar o caso de Francisco Tropa que, em 2006, realizou uma mostra na qual ocupou os três espaços da galeria numa exposição que incluiu peças em escultura, desenho e fotografia. Francisco Tropa foi o autor também de uma única escultura que, em 2005, foi apresentada num dos espaços da galeria.
Em 2006 a Quadrado Azul abre um espaço em Lisboa, mantendo a sua sede na cidade do Porto. Esta presença na capital tem como intenção alcançar um público mais vasto e proporcionar uma abordagem mais próxima de uma maior diversidade de públicos, bem como alargar as possibilidades de exposição dos trabalhos dos artistas.
A Galeria Quadrado Azul, cujo nome surgiu de “K4 O Quadrado Azul” – obra futurista em forma de folheto da autoria de Almada Negreiros editada no ano de 1917 em conjunto com Amadeo de Souza Cardoso e que pretendia ser uma sátira social – representa actualmente artistas portugueses e estrangeiros, nomes consagrados do panorama artístico actual, mas também jovens artistas que, desde sempre, encontraram na galeria um espaço e um apoio para o desenvolvimento das suas actividades artísticas.
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