Francisco Tropa
Lisboa, Portugal, 1968. Vive e trabalha em Lisboa.

A escultura tem sido um interesse constante no percurso de Francisco Tropa, artista que começou a expor no início da década de noventa e cujo trabalho tem obtido uma significativa atenção por parte das instituições e da crítica. Foi o representante de Portugal na edição de 2011 da Bienal de Veneza, e participou ainda na Bienal de Rennes (2012), na Bienal de Istambul (2011), na Manifesta (2000), na Bienal de Melbourne (1999) e na Bienal de São Paulo (1999). 

Diversos meios são utilizados por Tropa, como a própria escultura, o desenho, a performance, a fotografia ou o filme, para convocar uma série de reflexões introduzidas por diferentes tradições da escultura. Temas como o corpo, a morte, a natureza, a paisagem, a memória, a origem ou o tempo, estão sempre presentes nos seus trabalhos, num processo interminável de remissão a ideias da história da arte, a outras obras de arte, a trabalhos anteriores do próprio artista, e a autores específicos.

As noções de dispositivo e de espectador são também fundamentais para a compreensão da sua prática, que desafia as categorias tradicionais da arte quer de representação quer de percepção.

Exposições e Projectos Individuais (selecção)
2018
L'Invitation aux Musées, Centre Nationale de la Danse, Paris, França.
Arenário, Universidade Católica Portuguesa, Porto, Portugal.
2017
La Moustache Cachée dans la Barbe, Galerie Jocelyn Wolff, Paris, França.
O Bigode Escondido na Barba, Fundação Carmona e Costa, Lisboa, Portugal.
2016
Cinema, Appleton Square, Lisboa, Portugal.
Ladri, Galleria Alessandra Bonomo, Roma, Itália.
2015
Noche Triste, Galeria Gregor Podnar, Berlim, Alemanha.
TSAE: Trésors Submergés de l’Ancienne Égypte, Musée régional d'art contemporain, Languedoc Roussillon, Serignan, França.
Sim Não (Oui Non), Les Moulins de Paillard, Paillard, Poncé Sur Le Loir, França.
Protótipos, Galeria Quadrado Azul, Lisboa, Portugal.
2014
TSAE: Tesouros submersos do antigo Egipto: apresentados por Francisco Tropa, Pavilhão Branco, Lisboa, Portugal.
Arenaire, Galerie Jocelyn Wolff, Paris, França.
2013
TSAE, Trésors Submergés de l’ancienne Egypte , La Verrière Hermès, Bruxelas, Bélgica.
Galeria Gregor Podnar, Berlim, Alemanha.
Terra Platónica, Galeria Caterina Tognon, Veneza, Itália.
2012
Museu, Galeria Quadrado Azul, Porto, Portugal.
Flores, Galeria Quadrado Azul, Porto, Portugal.
Stela, Fundação Leal Rios, Lisboa, Portugal.
2011
Scenario, Representação Oficial Portuguesa, 54th Venice Biennale, Itália.
Untitled, 12th Istanbul Biennial, Turquia.
Literal, Circular – Festival de Artes Performativas, Vila do Conde, Portugal (com Laurent Pichaud).
Tali, Galeria Quadrado Azul, Porto, Portugal.
2010
Scripta, Galeria Quadrado Azul, Lisboa, Portugal.
Farol, Natureza Morta, Galeria Quadrado Azul, Lisboa, Portugal.
Gigante, Auditório do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, Portugal.
O vapor que se eleva do arroz enquanto coze, Auditório do Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto/ Beursschouwburg, Bruxelas, Bélgica/ Appleton Square, Lisboa, Portugal (com Osso Exótico).
2009
Culturgest, Lisboa, Portugal.
Galeria Quadrado Azul, Porto, Portugal.
Galería Distrito Quatro, Madrid, Espanha.
2008
Tesouros Submersos do Antigo Egipto, Chiado 8 Arte Contemporânea, Lisboa, Portugal.
A Assembleia de Euclides (final), Galeria Quadrado Azul, Porto, Portugal.
Festival Trama, Porto, Portugal.
2007
A Assembleia de Euclides, Matadero, Madrid, Espanha.
O Transe do Ciclista, Livre Circulação: Serralves no Algarve, Convento de Santo António, Loulé, Portugal.
Traço sobre um muro, Circular – Festival de Artes Performativas, Vila do Conde, Portugal.
2006
A Marca do Seio, Culturgest, Porto, Portugal.
Figura sentada; Homem em erecção; Tiro inflectido; O Gigante, Teatro Rivoli, Porto, Portugal (com André Maranha).
A Assembleia de Euclides: O Transe do Ciclista, Galeria Quadrado Azul, Porto, Portugal.
Sim Não, Auditório do Museu de Serralves, Porto, Portugal (com outros artistas).
Exposições Colectivas (selecção)
2018
Transantiquity, Galeria Municipal do Porto, Porto, Portugal.
Escutar as Águas - Obras da Coleção Schneider e de artistas portugueses, Museu do Dinheiro, Lisboa, Portugal .
Intersticial: Diálogos no espaço entre acontecimento I e II, Núcleo de Arte da Oliva, São João da Madeira, Portugal .
Variations Portugaises, Centre d’art contemporain, Meymac, França.
2017
10.000 Anos depois entre Vénus e Marte, Galeria Municipal do Porto, Porto, Portugal.
Uma Fresta de Possibilidade - Duas Colecções em Diálogo, Fórum Eugénio de Almeida, Évora, Portugal.
Vantablack, Galerie Jocelyn Wolff, Paris, França.
Über das Fügen der Dinge - Par Raccroc, Galerie Jocelyn Wolff, Paris, França.
2016
El Mundo Guarda la Memoria de Todos los Rastros. CV Colección, Centro de Arte Alcobendas, Madrid, Espanha.
A Arquitectura dos Artistas, Atelier Museu Júlio Pomar, Lisboa, Portugal.
Convidados de Verão, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Portugal.
Sombras, Máscaras e Títeres da Colecção do Museu da Marioneta, Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa, Portugal.
Todo o Património é Poesia, Fórum Eugénio de Almeida, Évora, Portugal.
João Maria Gusmão + Pedro Paiva e Francisco Tropa - Colecção António Cachola, Chiado 8, Lisboa, Portugal.
Materiais Transitórios - Núcleo de Escultura da Colecção da Fundação PLMJ, Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa, Portugal.
2015
Anatomie de l'Automate, La Panacée - Centre de Culture Contemporaine, Montpellier, França.
The Secret and Abiding Politics of Stones, Casa del Lago UNAM, Cidade do México, México.
Eppur si muove - Art et Technique, Un Espace Partagé, Mudam Luxembourg, Luxemburgo.
Sculptures also die, Palazzo Strozzi, Florença, Itália.
2014
João Botelho: Só acredito num Deus que saiba dançar, Plataforma das Artes e Criatividade \ Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Portugal.
The Registry of Promise: The Promise of Multiple Temporalities, Parc Saint Léger - Centre d'art contemporain, Pougues-les-Eaux, França.
2013
J’ouvre les yeux et tu es là, MUDAM, Luxemburgo.
Chantiers d'Europe, Palais de Tokyo, Paris, França.
Arte y Óptica, Espacio Fundación Telefónica, Lima, Perú.
Des gestes de la pensée, La Verrière Hermès, Bruxelas, Bélgica.
El instinto olvidado, Labor, Mexico.
Nouvelles impressions de Raymond Roussel, Palais de Tokyo, Paris, França.
2012
Ateliers de Rennes - biennale d'art contemporain, Rennes, França.
Out of range, Roma Contemporary, Roma, Itália.
3 moscas, Auditório do Museu de Serralves, Porto, Portugal (com Pedro Morais, Jorge Queiroz, André Maranha e Bonecos de Santo Aleixo).
Locus Solus. Impressões de Raymond Roussel, Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto, Portugal.
knell dobre glas, Galeria Quadrado Azul, Lisboa/ Porto, Portugal.
2011
Locus Solus. Impresiones de Raymond Roussel, Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madrid, Espanha.
2008
Avenida 211, Lisboa, Portugal.
Articulações, Fábrica da Cerveja, Faro, Portugal.
Nota de encomenda, Livraria Assírio & Alvim, Lisboa, Portugal.
2007
Portugal Agora – À Propos des Lieux d’Origine, MUDAM, Luxemburgo.
Colecções
Fundação de Serralves, Portugal.
Fundação Leal Rios, Portugal.
Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Portugal.
Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Portugal.
Fundação EDP, Portugal.
Caixa Geral de Depósitos, Portugal.
Banco Privado Português, Portugal.
Direcção-Geral das Artes, Portugal.
Fundação PLMJ, Portugal.
Ar.Co, Portugal.
MUDAM, Luxemburgo.
Fundação Carmona e Costa, Portugal.
Fundación ARCO, Espanha.
Sem título, 2007. Vidro, bronze e corda de linho. Peça suspensa. Dimensões variáveis 
Sem título, 2007. Vidro, bronze e corda de linho. Peça suspensa. Dimensões variáveis 
Copo de Água, 2003. Vidro e caixa de madeira. 46 x 52 x 52 cm  
Máscara, 2007. Bronze. 41 x 27 x 11 cm 
 
Sem título, 2011. Ferro pintado. 114 x 88 x 0,5 cm 
Vanitas, 2004. Madeira e ferro. 51 x 40 x 70 cm 
Pirâmide, 2012. Madeira, bronze e fotografias. Dimensões variáveis 
Pirâmide, (vista da instalação), 2012 
Museu, 2008. Base em ferro e calcário. 110 x 110 x 160 cm 
Une vraie vie d’homme, 1997. Folha de acetato, caracol, fio de seda. Créditos da imagem: Teresa Santos / Pedro Tropa 
Une vraie vie d’homme, 1997. Folha de acetato, caracol, fio de seda. Créditos da imagem: Teresa Santos / Pedro Tropa 
1/2 figura, 2003. Barro e bronze 
Natureza Morta, 2012. Caixa de madeira, pedra, bronze. Dimensões variáveis 
Scenario, Representação Oficial Portuguesa, 54ª Bienal de Veneza, 2011 
Scenario, Representação Oficial Portuguesa, 54ª Bienal de Veneza, 2011 
Farol, 2010. Dois elementos (duas projecções, cavalete em faia, latão e vidro). Dimensões variáveis 
Farol, 2010. Dois elementos (duas projecções, cavalete em faia, latão e vidro). Dimensões variáveis 
Pai Mãe, 2008. Bronze, vidro, cabos de aço e cabos de latex. Dimensões variáveis 
Gigante, 2006. Bronze. Dimensões variáveis 
Gigante, 2006. Bronze. Dimensões variáveis 
Gigante, 2006. Bronze. Dimensões variáveis 
Gigante, 2006. Bronze. Dimensões variáveis 
Gigante, 2006. Bronze. Dimensões variáveis 
Polícias, 2006. Cavaletes em ferro, canas e bambu (porta); terra prensada, madeira e campânulas em cerâmica caiada (polícias) 
Sentinela Plana, 2006. Estrutura metálica, canas, espelho, cal, vidro, tecido preto. Dimensões váriaveis 
Cabeça, 2005. Crânio em bronze, areia prensada e caixa de fundição em ferro. 113 x 60 x 100 cm 
Corpo, 2005. Esqueleto de anatomia, cal, ramos de eucalipto e ervas diversas, corda de linho e de sisal, vitrina. 191 x 81,3 x 42,5 cm 
Corpo, 2005. Esqueleto de anatomia, cal, ramos de eucalipto e ervas diversas, corda de linho e de sisal, vitrina. 191 x 81,3 x 42,5 cm