2012.11.17—2012.12.29
W

A nova exposição de Thierry Simões é composta por desenhos produzidos entre 1990 e 2012. 

O título alude ao desenho da própria letra, a uma sobreposição de dois vértices, de dois desenhos no mesmo plano, de duas camadas de tempo no mesmo espaço. O artista dá a ver um conjunto de trabalhos realizados em diversos momentos e agora ligados por uma espécie de teia. Surgem suspensos, mostrando-se acessíveis a serem observados e continuados, e disponíveis às oscilações da luz do dia. Nestes desenhos, coexistem várias camadas, manchas, rasgos, cortes, transparências e opacidades. Neles é possível ver a diversidade de materiais (papel, tecido, madeira), técnicas (lápis, tinta da china, pastel, guache, aguarela, encáustica, grafite, cera) e de práticas (traçar, cortar, recortar, sobrepor, lixar, vaporizar, mergulhar) que convivem no processo artístico de Thierry Simões. 

A exposição agora apresentada revela o fundamento da prática do artista: o desenho é visto como algo que está a acontecer e ao qual se pode dar continuidade, algo que não tem um princípio e um término claros. O desenho é assim um gesto que tanto pode ser traçar uma folha, como rasgar o papel, tirar notas, ligar uma câmara, ou nada fazer-se. E é um processo de esquecimento e de lembrança, de fazer e de desfazer na medida do possível, de voltar a uma folha já preenchida anteriormente, de repetir novamente algo já feito noutro contexto, de sobrepor mais uma camada. 

W, (vista da instalação), 2012 
W (vista da instalação). Sem título, 2012. Tinta da china, encáustica, negro de fumo, papel e madeira. Dimensões variáveis 
W (vista da instalação). Sem título, 2012. Madeira, cobre, fuligem e velas. Dimensões variáveis 
W, (vista da instalação), 2012 
W, (vista da instalação), 2012 
W, (vista da instalação), 2012 
W, (vista da instalação), 2012 
W, (vista da instalação), 2012 
W, (vista da instalação), 2012 
W, 2012