“Nomear é um acto de poder e de rendição. Quando damos um nome a algo, acreditamos tê-lo compreendido; reduzimo-lo ao reconhecível, ao catalogável, ao que pode ser dito numa só palavra. Mas há coisas e situações que resistem a esse gesto. Que o tornam impossível. Que nos devolvem à pergunta antes da resposta.
O trabalho de Luísa Jacinto tem-se constituído como um processo de exploração desses limites: os limites da linguagem da pintura; os limites do que uma superfície pode ser; os limites do que um espaço pode conter. Em So Many Names esse processo torna-se o tema. Não como declaração de crise, mas como afirmação de uma liberdade: a de existir entre categorias, de habitar a ambiguidade com precisão.”
Excerto do texto de Miguel Mesquita


