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Sebastião Resende
Sebastião Resende Nasceu em 1954. Vive e trabalha na Graça do Divor (A). Formação em Artes Plásticas na ESBAP e em Tama Art University, Tokyo. Actualmente é Professor Auxiliar Convidado no Curso de Artes Visuais da Universidade de Évora. Exposições Individuais (selecção): 2010 “Lying Chair”, Escultura, Fotografia, Desenho, Galeria Quadrado Azul, Lisboa. 2009 “Naufrágio Pluma”, Fotografia, Galeria Quadrado Azul, Porto. 2003 Escultura e Pintura, Galeria Quadrado Azul, Porto. 2001 “Levas-me a supor?”, Escultura, Galeria Glória Vaz, Felgueiras. 1998 Instalação, Escultura e Desenho, CAPC - Centro de Artes Plásticas de Coimbra (Co-produção CAPC e inauguração do novo espaço). 1997 “Sem Título tranquilo 2”. Escultura, Galeria André Viana, Porto. 1996 Escultura, Galerias Trem e Arco, Faro. “Sem Título Tranquilo”, Escultura, Museu Amadeo de Sousa Cardoso, Amarante. 1992 Escultura e Desenho, Galeria Fluxus, Porto. 1990 Escultura e Desenho, Galeria Fluxus, Porto. 1988 Pintura e Desenho, Galeria Nasoni (Sala Atlântico), Porto. 1987 Desenho e Xilolitografia, Gallery Space 21, Tokyo. Xilolitografia, Mikawa-Ginza Gallery, Tokyo. Pintura e Xilolitografia, Tokyo Foreign Correspondents Club. 1986 Pintura e Xilolitografia, Mikawa-Ginza Gallery, Tokyo. 1985 Desenho e Serigrafia, Mitsubishi Auto Garden Gallery, Tokyo. 1983 Desenho e Pintura, Galeria Módulo, Porto. 1982 Serigrafia, Galeria Roma e Pavia, Porto. Exposições Colectivas (selecção): 2003 “Coimbra C”. Coimbra, Capital Nacional da Cultura. Intervenção no Jardim da Sereia. 2002 Arte – Público, 51 Projectos para o Mil Folhas”, Fundação Serralves, Porto e Culturgest, Lisboa. 2001 ”Vinte Grupos e Episódios no Porto do Séc. XX” Porto 2001, Galeria do Palácio, Porto. 1997 “Anatomias Contemporâneas” (comissários Paulo Cunha e Silva e Paulo Mendes), Fundição de Oeiras. 1995 Artista Convidado na Bienal Int. de Escultura das Caldas da Rainha. 1994 “Sétima Colina – Lisboa 94” Arte Pública no Jardim de S. Pedro de Alcântara. “Um Museu Português - Fundação Serralves, Auditório da Galiza, Santiago de Compostela. 1993 “Imagens para os anos 90” (comissário F. Pernes e Miguel V H Perez), F. Serralves, Porto, Chaves e Culturgest, Lisboa. Bienal Int. de Escultura de Caldas de Rainha. 1992 ”A Parete”, (comissário A.B. Oliva), Galeria Ennio Borzi, Roma. “Artedomani” Punti di Vista” (comissária Agnes Kholmeyer), Spoleto, Itália. “Arte Actual Portuguesa” (comissário R.M. Gonçalves) Osnabruck (D). 1990 “Novantesimo”, (comissário A.B. Oliva), Museu N. Arte Moderna Rep. S.Marino. 1988 “Fotoporto” Fundação Serralves. 1987 “Tama Bidai Graduates Exhibition” Setagaya Art Museum, Tokyo. “Gobidai” Tokyo Metropolitan Art Museum. 1985 “Japan Artist-Books”, Franklin Furnace, N.York. “Japan Artist-Books”, Fuji Television Gallery, Tokyo. Participou em várias exposições colectivas de Gravura (serigrafia, litografia, xilogravura e xilolitografia) em Lisboa, Porto, Cadaqués, Barcelona, Madrid, Berlin, Tokyo, Osaka, Cracóvia, principalmente entre 80 e 88. Teve várias representações na ARCO e Basel Art Fair, entre outras. Diversas vezes bolseiro da Fundação C. Gulbenkian e do Ministério da Educação do Japão. Participou nas aulas de Kazuo Ono, fundador do Butoh. Realizou extensas viagens de estudo, na Europa e por diversos países asiáticos. Representado em várias colecções públicas e privadas, em Portugal e no estrangeiro. Bibliografia activa e passiva disponível. Prémios 1981 - Prémio de Edição na 3ª Exposição Nacional de Gravura, Fundação C Gulbenkian. 1993 - Grande Prémio na Bienal Int de Escultura das Caldas da Rainha. 2004 - Prémio de Carreira pelo conjunto da sua obra escultórica (Fund Luís Araújo e Coop Árvore, Porto).

Na Galeria Quadrado Azul – Lisboa é inaugurada no próximo dia 18 de Março, às 22h00, uma exposição de pintura e desenho do artista Fernando Lanhas. A mostra estará patente até 17 de Abril 2010. Fernando Lanhas nasceu, em 1923, na cidade do Porto e é Arquitecto de formação pela ESBAP. Personalidade relevante no contexto artístico nacional, Lanhas foi, nos anos 1940, um dos precursores do abstraccionismo pictórico em Portugal. O seu interesse pela abstracção começou a definir-se em 1942-43, quando surgem os primeiros esboços de obras com estas características, tendo realizado depois, entre 1943-44, as primeiras pinturas abstractas. Paralelamente, destaca-se ainda a prática do desenho, da poesia e ainda a utilização de seixos como suporte pictórico. Entre 1944 e 1950 foi activo organizador das Exposições Independentes. Integrou a representação portuguesa quer na Bienal de São Paulo, Brasil (1953, 55, 57, 59, 61 e 75), quer na Bienal de Veneza, em Itália, em 1954. No ano de 1986 teve um salão de homenagem na V Bienal Internacional de Arte, em Vila Nova de Cerveira. No ano seguinte, a Secretaria de Estado da Cultura promoveu na Galeria de Almada Negreiros, em Lisboa, e na Casa de Serralves, no Porto, a apresentação integral da sua obra: artes plásticas, arquitectura, museologia, arqueologia e investigação. Em 2001 o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, organizou uma exposição retrospectiva do seu trabalho. Mais recentemente, em 2007, Lanhas expôs na Galeria Quadrado Azul do Porto. A par do seu percurso artístico desenvolveu actividade profissional na área científica, com estudos no âmbito da arqueologia, da astronomia e da etnologia. Entre 1973 e 1993 foi director do Museu Etnográfico e Histórico do Porto. Como arquitecto, para além dos projectos habitacionais, são de referir as suas intervenções no âmbito da museologia e ainda o seu projecto nunca materializado da Casa do Espaço. Distinguido com vários prémios ao longo da sua carreira, destaca-se, em 1949, o Prémio Nacional de Desenho Marques de Oliveira. Passados cinquenta anos, em 1989, é-lhe atribuído pela Câmara Municipal do Porto a Medalha de Mérito de Ouro. No ano seguinte é agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant’ Iago da Espada pelo Presidente da República. Em 1993 é homenageado pela Associação dos Arquitectos Portugueses, Reg. Norte. Em 1997 é distinguido com o Grande Prémio Amadeo de Souza-Cardoso, no Cinquentenário da Fundação do Museu Municipal Amadeo de Sousa-Cardoso, Amarante. Por unanimidade foi-lhe atribuído, em 2002, o prémio CELPA - Vieira da Silva Artes Plásticas Consagração. Mais recentemente, em Setembro de 2009, foi-lhe dedicada uma homenagem pelo Clube Literário do Porto.
HUGO CANOILAS EXPÕE NO LUXEMBURGO
Vai inaugurar no próximo dia 14 de Janeiro de 2010 a exposição individual do artista Hugo Canoilas "To fall in height", na Galeria Nosbaum & Reding Art Contemporain, Luxemburgo. A mostra estará patente até 27 de Fevereiro 2010. "Cair em altura" é uma instalação que se desenvolve espacialmente através de um desenho feito com corda no espaço. Este desenho cria linhas de tensão, leveza e peso no espaço através de gestos mais formais ou momentos de quase desenho automático. Num segundo momento, as cordas de diferentes espessuras, suportam objectos passando de desenho a suporte expositivo e esta é a forma que é dada a ver ao espectador: um conjunto complexo que cria a relação entre desenho feito com cordas e um conjunto heterogéneo de objectos suspensos (3 planos monocromáticos, 2 assemblages, 1 fotografia e um pneu/objecto encontrado). Se por um lado a exposição tem um carácter pulsional/gestual, dado por um desenho feito pelo corpo e que será experienciado pelo corpo, por outro, temos uma exposição que estabelece pontes conceptuais fortes com a intervenção que Marcel Duchamp fez para a exposição First Papers of Surrealism, em Nova Iorque, em 1942. E de forma mais premente, esta instalação invoca a instalação de Robert Morris na Tate Gallery em 1971, em Londres. A partir destas duas perspectivas (uma gestual outra conceptual), podemos colocar esta instalação como algo que pretende desafiar o visitante a pensar com o corpo, utilizando uma inteligência sensível e ao mesmo tempo estabelecer pontes entre o sensível e o racional, o afirmativo e o reactivo ou ainda entre o palpável e o inconsciente. Mais Informação: Inauguração: 14 de Janeiro pelas 18h00 Local: 4, rue Wiltheim L-2733 Luembourg Horário: de Terça a Sábado das 11h00 às 18h00 Contactos: (+352) 26190555 Site: www.nosbaumreding.lu Email: reding@nosbaumreding.lu
The Lying Chair
No próximo dia 4 de Fevereiro de 2010 irá inaugurar uma exposição de trabalhos recentes de Sebastião Resende na Galeria Quadrado Azul, Lisboa, patente até 4 de Março. The Lying Chair apresenta seis esculturas em cartão de dimensões variáveis, bem como trabalho fotográfico e desenho. As esculturas apresentam-se no seu estádio primeiro, cuja finalização não exclui o seu carácter de possíveis objectos protótipo, inerência da condição original que patenteia um estado precário da arte. Partindo do desenho e atravessando as esculturas como início processual, as fotografias remetem-nos para estas numa primeira abordagem, autonomizando-se e propondo uma reflexão no plano da abstracção. Os trabalhos de Sebastião Resende são meditações poéticas sobre operações do poder, da coisa que ainda não existe mas que já cá está. A justaposição de múltiplos referentes e o seu tratamento em diferentes media são ligados por uma abordagem que congrega o metafísico e o telúrico. São obras que interpelam as circunstâncias actuais da intervenção artística, na sequência do que tinha sido apresentado em Abril, no Porto, com Naufrágio Pluma. Sebastião Resende nasceu em 1954. Iniciou a sua formação artística no Porto nos anos 70, tendo começado a expor individualmente em 78. Em meados dos anos 80, estudou três anos no Japão, e viajou por outras zonas asiáticas, no que foi um primeiro entendimento de uma “globalização” que emergia. Foram particularmente notadas algumas exposições do início dos anos 90, nomeadamente os destaques que o crítico italiano A. B. Oliva deu ao seu trabalho, tendo-o convidado para diversas exposições internacionais (algumas realizadas e outras inviabilizadas por falta de finaciamento para o transporte das peças). Desde o início da sua carreira Sebastião Resende tem mantido um interesse por diversos media, tendo produzido ao longo do seu percurso artístico pintura, desenho, animação, livros de artista, diversas modalidades de impressão e fotografia. A sua obra revela uma atitude experimentalista, que resulta num encontro de processos de pesquisa que pretende comentadores da contemporaneidade.
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